Essa cidade tem muito da gente falar me deixa aqui, tá tranqüilo. E mija na primeira tendinha que aparece, e a água da chuva leva o mijo pro esgoto, e tudo acaba por ali mesmo.
E vai indo, desencanado dos poucos carros que ainda insistem, e cambaleia pela rua com os braços pro ar, com a certeza de ser o único idiota a andar com os braços pro ar nessa hora, nessa chuva.
Essa hora na cidade tem muito de ser só sua. De poder assobiar qualquer melodia improvisada e ninguém tá nem aí. Esse negócio de pegar chuva virou muito clichezão, mas às vezes purifica mesmo.
E o último cigarro te acompanha até em casa, e a cidade adormecida passa aquela sensação de dever cumprido. E o porteiro puxa uma conversa, e aquela respostazinha malandra, aquela saída com estilo faz o dia. Amanhã, com ressaca, sem ressaca, com chuva ou sem chuva, a cidade vai levando o dela. A rua mais suja e a cabeça mais limpa.
Outubro 6, 2006 às 5:54 pm |
Insisto na afirmação de que seus textos ficam, de vez em quando, poéticos.
Novembro 7, 2006 às 10:46 pm |
bora tomar uma cerveja qulaquer dias desses?
Novembro 7, 2006 às 10:47 pm |
afinal, é meu aniversário.
Novembro 21, 2006 às 1:51 am |
vc devia ter namorado o professor la….pra ver se aprende alguma coisa….a Livia nao te ensina nada msm,….soh se for costurar….bora comprar ropa justa ae?