Londrina II – Chuva

Essa cidade tem muito da gente falar me deixa aqui, tá tranqüilo. E mija na primeira tendinha que aparece, e a água da chuva leva o mijo pro esgoto, e tudo acaba por ali mesmo.

E vai indo, desencanado dos poucos carros que ainda insistem, e cambaleia pela rua com os braços pro ar, com a certeza de ser o único idiota a andar com os braços pro ar nessa hora, nessa chuva.

Essa hora na cidade tem muito de ser só sua. De poder assobiar qualquer melodia improvisada e ninguém tá nem aí. Esse negócio de pegar chuva virou muito clichezão, mas às vezes purifica mesmo.

E o último cigarro te acompanha até em casa, e a cidade adormecida passa aquela sensação de dever cumprido. E o porteiro puxa uma conversa, e aquela respostazinha malandra, aquela saída com estilo faz o dia. Amanhã, com ressaca, sem ressaca, com chuva ou sem chuva, a cidade vai levando o dela. A rua mais suja e a cabeça mais limpa.

4 Respostas para “Londrina II – Chuva”

  1. boneco Disse:

    Insisto na afirmação de que seus textos ficam, de vez em quando, poéticos.

  2. boneco Disse:

    bora tomar uma cerveja qulaquer dias desses?

  3. boneco Disse:

    afinal, é meu aniversário.

  4. Pirola Disse:

    vc devia ter namorado o professor la….pra ver se aprende alguma coisa….a Livia nao te ensina nada msm,….soh se for costurar….bora comprar ropa justa ae?

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