Essa cidade tem muito da gente se perder por aí. De parar na esquina, olhar pra trás e ver se o guardinha vai multar alguém. De às vezes parar de correr, e se esconder no vão da parede pra assustar um conhecido. Sempre tem algum conhecido andando pela cidade.
É reconfortante não ir nos lugares por obrigação. Parar no boteco não porque precisa tomar uma cerveja, mas como se pararia pra cumprimentar um camarada. Porque meia horinha não vai arruinar sua agenda. Não por aqui.
Pode parecer bobeira, mas essa cidade nunca expulsou ninguém – trouxas os que vivem na iminência de São Paulo.
Essa cidade tem muito de família, de gritar, fechar a cara e ameaçar, mas no fim sempre acaba arranjando um lugarzinho. Aqui eu tenho certeza que nunca vou precisar de renda fixa, mestrado e doutorado e terno alinhavado. Pode não ser o que ela queria, mas ela sempre vai me descolar uma cervejinha quando o dia amanhece – se é o que eu quero, se é isso mesmo. Ela entende.
Outubro 4, 2006 às 6:16 pm |
Te vi e vi tua mina, na verdade os dois estavam juntos. Andando aqui na Hugo Cabral, eu tava no carro. Não dei oi porque é tosco e tive vergonha. Você também acharia tosco e iria, com certeza, ficar com vergonha. Então, fiz o melhor que pude pelos dois, quer dizer, três, se contar a Lívia. Pô, faz tempo que não assusto um conhecido na rua. Retomarei este hábito que não pratico desde a 5ª série. Se eu tivesse lido antes teu texto, vocês já seriam vítimas minhas, com certeza. E teu cabelo tá grande pra caramba.
Outubro 4, 2006 às 8:34 pm |
boneco mau !!