Pra mim, qualquer coisa menos do que eu vivo é o mesmo que nada. Vê-la a cada dois, três dias, ter a necessidade de fazer coisa qualquer, sair prum bar ou comer um lanche – pra iludir-se de convivência -. pra mim isso vale merda. Qualquer coisa menos que passar junto o dia inteiro, e o não passar ser apenas um percalço. Ver-se todos os dias há oito dos onze meses de namoro, e não fazer disso só mais um recorde – como fiz com tudo na vida. Passei dias sem pôr álcool pra dentro, até algum dia doente devo ter deixado de fumar – mas a vi todos os dias, e foi natural como poucas coisas são naturais.
Ultimamente, não vejo mais necessidade alguma de escrever por aqui, de escrever at all. Há tempos que não me forço mais a falar bonito, a abrir sorriso na rua. Não tenho mais porque desfiar conhecimento, arregimentar conhecimento, falar de música, ouvir música. Não ouço mais música – afora este SMiLE, que tem algo de Deus, assim como ela o tem.
Não tenho mais tido tesão em sair com outros, em conversar com outros. Saímos, e, qualquer um que esteja ao lado, tão-somente estará. Ela me basta. Isso deve impor algum respeito nos outros, porque eu não preciso dos outros.
Não preciso mais de papel timbrado, de mãos dadas, nem a preciso ao lado a todo o momento. Me basta a certeza. Certeza de que, ao meu oposto, não enchendo a cara, não fumando à morte, não atravessando a rua com o sinal aberto, vou-me antes. Certeza de que não tenho de ter certeza de nada, afora a dela.
O resto? O resto passa ao largo – e, pra mim, tanto faz.
Escrito por cenarock