Julho 21, 2006

Não é segredo pra ninguém que eu gosto das coisas no papel. Hoje mesmo o Simão reclamava da exposição pública de sua dívida comigo no quadro afixado no meu quarto, aos olhos do pessoal que gravava o 107 Blues em casa.

Poucas vezes me lembro na vida de ter infringido a lei; só o fiz quando estritamente necessário – coisas pequenas, como piratear um CD. Sou temente de carteririnha à lei, não por bom-mocismo nem nada, é medo da prisão mesmo. Então, a fim de disciplinar minha volubilidade quase criminosa, reconheço firma de tudo que prometo, de bolão da Copa ao almoço de sábado.

Antes que venham me importunar, sim, de fato eu casei aos meus parcos 19 anos. Um mês e alguns chifres depois, fui acordado da catalepsia. Hoje, quisesse ficar rico, acho que levava em primeira instância. Ela provavelmente infringiu todas as cláusulas, cláusulas escritas de tão puro coração numa noite no Pátio. E sim, estava sóbrio o tempo inteiro.

Também é verdade que referendei hoje à tarde meu testamento. Nenhuma perspectiva tétrica porvir; é só que gosto de ter a certeza de que uma hipotética falência prematura de pulmôes ou fígado me deixarão legalmente coberto no caso de aparecer novamente o Jesus do Marista entoando Glória Glória Aleluia em meu honroso funeral.